segunda-feira, 20 de outubro de 2014

QUINHENTISMO
Quinhentismo é a denominação genérica de todas as manifestações literárias ocorridas no Brasil durante o século XVI, no momento em que a cultura europeia foi introduzida no país. Note que, nesse período, ainda não se trata de literatura genuinamente brasileira, a qual revele visão do homem brasileiro. Trata-se de uma literatura ocorrida no Brasil, ligada ao Brasil, mas que denota a visão, as ambições e as intenções do homem europeu mercantilista em busca de novas terras e riquezas. As manifestações ocorridas se prenderam, basicamente, à descrição da terra e do índio, ou a textos escritos pelos viajantes, jesuítas e missionários que aqui estiveram.
 
Literatura Informativa
A Carta de Caminha inaugura o que se convencionou chamar de Literatura Informativa sobre o Brasil. Este tipo de literatura, também conhecido como literatura dos viajantes ou literatura dos cronistas, como consequência das Grandes Navegações, empenha-se em fazer um levantamento da “terra nova”, de sua floresta e fauna, de seus habitantes e costumes, que se apresentaram muito diferentes dos europeus. Daí ser uma literatura meramente descritiva e, como tal, sem grande valor literário. A principal característica da carta é a exaltação da terra, resultante do assombro do europeu diante do exotismo e da exuberância de um mundo tropical. Com relação à linguagem, o louvor à terra transparece no uso exagerado de adjetivos.
Você conhece a Carta de Pero Vaz de Caminha? Leia a seguir alguns fragmentos.
 
Carta a el-Rei Dom Manuel sobre o achamento do Brasil
Senhor, posto que o capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta Vossa terra nova, que se ora nesta navegação achou, não deixarei de também dar disso minha conta. (...)
E assim seguimos nosso caminho, por este mar, de longo, até terça-feira d’ oitavas de Páscoa, que foram 21 dias d’Abril, que topamos alguns sinais de terra (...) E à quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves, a que chamam fura-buchos. Neste mesmo dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra, isto é, primeiramente d’um grande monte, mui alto e redondo, e d’outras serras mais baixas ao sul dele e de terra chã com grandes arvoredos, ao qual monte alto o capitão pôs o nome o Monte Pascoal e à terra A Terra de Vera Cruz. (...)
E dali houvemos vista d’homens, que andavam pela praia, de 7 ou 8, segundo os navios pequenos disseram, por chegaram primeiro. (...) A feição deles é serem pardos, maneira d'avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura, nem estimam nenhuma cousa cobrir nem mostrar suas vergonhas. E estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. (...)
Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem moças e bem gentis, com cabelos muito pretos, compridos, pelas espáduas; e suas vergonhas tão altas e tão çarradinhas e tão limpas das cabeleiras que de as nós muito bem olharmos não tínhamos nenhuma vergonha. (...)
E uma daquelas moças era toda tinta, de fundo a cima, daquela tintura, a qual, certo, era tão bem feita e tão redonda e sua vergonha, que ela não tinha, tão graciosa, que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhes tais feições, fizera vergonha, por não terem a sua como ela. (...)
O capitão, quando eles vieram, estava assentado em uma cadeira e uma alcatifa aos pés por estrado, e bem vestido, com um colar d'ouro mui grande ao pescoço. (...) Um deles, porém, pôs olho no colar do capitão e começou d'acenar com a mão para a terra e despois para o colar, como que nos dizia que havia em terra ouro. E também viu um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e então para o castiçal, como que havia também prata. (...)
Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d'agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem! Porém, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. (...)
 
capitão-mor: trata-se de Pedro Álvares Cabral.
conta: relato.
oitavas de Páscoa: semana que vai desde o domingo de Páscoa até o domingo seguinte.
horas de véspera: final da tarde.
chã: plana.
cousa: coisa.
vergonhas: órgãos sexais.
çarradinhas: alguns historiadores consideram "saradinhas", isto é, sem doenças, e outros consideram "cerradinhas", isto é, densas.
tinta: tingida.
alcatifa: tapete, que cobre ou se estende.
Entre-Douro-e-Minho: antiga província de Portugal.

Para o leitor de hoje, a literatura informativa satisfaz a curiosidade a respeito do Brasil nos seus primeiros anos de vida, oferecendo o encanto das narrativas de viagem. Para os historiadores, os textos são fontes obrigatórias de pesquisa. Mais adiante, com o movimento modernista, esses textos foram retomados pelos escritores brasileiros, como Oswald de Andrade, como forma de denúncia da exploração a que o país sofrera desde então.
 
Veja os principais documentos que compõem a nossa literatura informativa:
1. Carta do descobrimento (Pero Vaz de Caminha): foi escrita no ano de 1500 e publicada pela primeira vez em 1817.
2. Tratado da terra do Brasil (Pero de Magalhães Gândavo): foi escrito por volta de 1570 e impresso pela primeira vez em 1826.
3. História da Província de Santa Cruz, a que vulgarmente chamamos Brasil (Pero de Magalhães Gândavo): foi editado em 1576.
4. Diálogo sobre a conversão dos gentios (Padre Manuel da Nóbrega): foi escrito em 1557 e impresso em 1880.
5. Tratado descritivo do Brasil (Gabriel Soares de Sousa): escrito em 1587 e impresso por volta de 1839.
 
Literatura Jesuítica
Os impérios ibéricos continham em sua expansão uma profunda ambiguidade. Ao espírito capitalista-mercantil associavam um certo ideal religioso e salvacionista. Por essa razão, dezenas de religiosos acompanhavam as expedições a fim de converter os gentios.
Como consequência da Contrarreforma, chegam, em 1549, os primeiros jesuítas ao Brasil. Incumbidos de catequizar os índios e de instalar o ensino público no país, fundaram os primeiros colégios, que foram, durante muito tempo, a única atividade intelectual existente na colônia.
Do ponto de vista estético, os jesuítas foram responsáveis pela melhor produção literária do Quinhentismo brasileiro. Além da poesia de devoção, cultivaram o teatro de caráter pedagógico, inspirado em passagens bíblicas, e produziram documentos que informavam aos superiores na Europa o andamento dos trabalhos.
O instrumento mais utilizado para atingir os objetivos pretendidos pelos jesuítas (moralizar os costumes dos brancos colonos e catequizar os índios) foi o teatro. Para isso, os jesuítas chegaram a aprender a língua tupi, utilizando-a como veículo de expressão. Os índios não eram apenas espectadores das peças teatrais, mas também atores, dançarinos e cantores.
Os principais jesuítas responsáveis pela produção literária da época foram o padre Manuel da Nóbrega, o missionário Fernão Cardim e o padre José de Anchieta.
 
José de Anchieta (1534 - 1597)
Nascido em 1534 na ilha de Tenerife, Canárias, o padre da Companhia de Jesus veio para o Brasil em 1553 e fundou, no ano seguinte, um colégio na região da então cidade de São Paulo. Faleceu na atual cidade de Anchieta, litoral do Espírito Santo, em 1597.
 
Conhecido como o grande piahy ("supremo pajé branco"), Anchieta deixou como legado a primeira gramática do tupi-guarani, verdadeira cartilha para o ensino da língua dos nativos (Arte da gramática da língua mais usada na costa do Brasil). Destacou-se também por suas poesias e autos, nos quais misturava a moral religiosa católica aos costumes dos indígenas.
Entre as peças de teatro da época, destaca-se o Auto de São Lourenço, escrita pelo padre José de Anchieta. Nela, o autor conta em três línguas (tupi, português e espanhol) o martírio de são Lourenço, que preferiu morrer queimado a renunciar a fé cristã. Anchieta intentou conciliar os valores católicos com os símbolos primitivos dos habitantes da terra e com aspectos da nova realidade americana. O sagrado europeu ligava-se aos mitos indígenas, sem que isso significasse contradição, pois as ideias que triunfavam nos espetáculos eram evidentemente as do padre. A liberdade formal das encenações saltava aos olhos: o teatro anchietano pressupunha o lúdico, o jogo coreográfico, a cor, o som.
A obra do padre Anchieta também merece destaque na poesia. Além de poemas didáticos, com finalidade catequética, também elaborou poemas que apenas revelavam sua necessidade de expressão. Os poemas mais conhecidos de José de Anchieta são: “Do Santíssimo Sacramento” e “A Santa Inês”. Veja, abaixo, um trecho do poema:
 
A Santa Inês
Cordeirinha linda,
Como folga¹ o povo,
Porque vossa vinda
Lhe dá lume² novo!
Cordeirinha santa,
De Jesus querida,
Vossa santa vida
O Diabo espanta.
Por isso vos canta
Com prazer o povo,
Porque vossa vinda
Lhe dá lume novo.
Nossa culpa escura
Fugirá depressa,
Pois vossa cabeça
Vem com luz tão pura.
Vossa formosura
Honra é do povo,
Porque vossa vinda
Lhe dá lume novo.
 
Virginal cabeça,
Pela fé cortada,
Com vossa chegada
Já ninguém pereça;
Vinde mui depressa
Ajudar o povo,
Pois com vossa vinda
Lhe dais lume novo.Vós sois cordeirinha
De Jesus Formoso;
Mas o vosso Esposo
já vos fez Rainha.
Também padeirinha
Sois do vosso Povo,
pois com vossa vinda,
Lhe dais trigo novo.
¹folga: se alegra
²lume: luz
 
Esse poema fala do confronto entre o bem e o mal com bastante simplicidade: a chegada de Santa Inês espanta o diabo e, graças a ela, o povo revigora sua fé. A linguagem é clara, as ideias são facilmente compreensíveis e o ritmo faz com que os versos tenham musicalidade, ajudando o poeta a envolver o ouvinte e a sensibilizá-lo para sua mensagem religiosa.
 
EXERCÍCIOS
Responda de acordo com o texto lido.
 
Literatura Informativa
 
1. Qual o contexto histórico vivido em Portugal na época do descobrimento do Brasil?

2. Quem foi Pero Vaz de Caminha, autor da Carta a El-Rei Dom Manuel sobre o achamento do Brasil?

3. A partir da leitura do texto Carta a el-Rei Dom Manuel sobre o achamento do Brasil, resposta as questões abaixo:

a) Como é a descrição dos primeiros índios feita por Pero Vaz de Caminha no litoral brasileiro?


b) O documento mostra que os portugueses demonstravam interesse nas riquezas que havia na terra recém descoberta? Destaque um trecho que exemplifique a sua resposta.


c) Como é a descrição das índias feita por Pero Vaz de Caminha? O que chamou mais a atenção nos portugueses?


d) Como foi a primeira missa realizada pelo frei Henrique em território brasileiro? Qual foi a reação dos índios?


Padre Anchieta

1. Além da vinda para o Brasil para auxiliar na catequização dos índios mediante a composição de peças de teatro, qual a outra maior contribuição com relação à difusão da educação dos índios tupi pelos jesuítas?


2. Como José de Anchieta transformava o imaginário dos indígenas para introduzir os ensinamentos cristãos?


3. Além das peças de teatro, Anchieta é famoso por compor uma série de poemas em louvor aos santos. Em qual tradição poética o padre se pauta para a composição de seus poemas?


4. Em seus poemas mais famosos Compaixão da Virgem na Morte do Filho, Ao Santíssimo Sacramento e A Santa Inês qual a posição do poeta em face ao divino? A qual gênero literário pertencem os poemas?























           www.soliteratura.com
 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014


MORENA DE ANGOLA
Chico Buarque

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela

Será que a morena cochila escutando o cochicho do chocalho
Será que desperta gingando e já sai chocalhando pro trabalho

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Será que ela tá na cozinha guisando a galinha à cabidela
Será que esqueceu da galinha e ficou batucando na panela

Será que no meio da mata, na moita, a morena inda chocalha
Será que ela não fica afoita pra dançar na chama da batalha

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Passando pelo regimento ela faz requebrar a sentinela

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela

Será que quando vai pra cama a morena se esquece dos chocalhos
Será que namora fazendo bochincho com seus penduricalhos

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Será que ela tá caprichando no peixe que eu trouxe de Benguela
Será que tá no remelexo e abandonou meu peixe na tigela

Será que quando fica choca põe de quarentena o seu chocalho
Será que depois ela bota a canela no nicho do pirralho

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Eu acho que deixei um cacho do meu coração na Catumbela

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Morena, bichinha danada, minha camarada do MPLA
 

 
ANGOLA

Angola ou República de Angola é um país africano localizado na costa ocidental da África, por isso é banhado pelo oceano Atlântico.

O país ocupa uma área de 1.246,700 km2 onde vivem cerca de 18,4 milhões de habitantes, esse território tem como capital a cidade de Luanda. Essa nação compõe um dos países que possui como língua oficial o português.

O estabelecimento do território angolano ocorreu na Conferência de Berlim, em 1885, essa reunião serviu para decidir quais países iriam dominar e explorar como colônias os territórios africanos.

Angola foi colonizada por Portugal, sua independência aconteceu somente em 11 de novembro de 1975. Apesar da conquista da autonomia política, essa nação não usufrui de paz, a luta que antes era contra a ocupação portuguesa tornou-se uma guerra civil provocada por divergências políticas.

A estrutura política da Angola possui a característica de concentrar o poder nas mãos do presidente, que conta com o auxílio de um primeiro ministro acrescido do conselho de ministros. O país é dividido internamente em províncias, que totalizam dezoito, os líderes ou governadores de cada uma são escolhidos pelo presidente.

Após décadas de conflito civil, o país enfrenta diversos problemas de caráter social, uma vez que a Angola é um dos países mais pobres do mundo. Sem realizar uma eleição presidencial desde 1992, o governo atual visa organizar um processo eleitoral nos dias 5 e 6 de setembro de 2008.

O território angolano possui as seguintes características climáticas: clima temperado no litoral, ocorrência de um restrito período chuvoso (fevereiro a abril), apresenta verões quentes e secos e invernos amenos.

Nos pontos de relevo mais elevados há uma temperatura agradável, com ocorrência de duas estações, uma seca (maio a outubro) e uma chuvosa (novembro a abril).

Assim como a maioria dos países africanos, Angola tem suas atividades econômicas ligadas diretamente à produção primária, destacando-se na produção de café, cana-de-açúcar, sisal, milho, coco e amendoim, além de algodão, tabaco, borracha, batata, arroz e banana. Na pecuária as principais criações são respectivamente de bovinos, caprinos e suínos.

No país são encontradas grandes jazidas, sobretudo de cobre, manganês, fosfato, sal, chumbo, ouro, diamante, petróleo e outros.

As indústrias presentes no país estão ligadas ao processamento ou beneficiamento de produtos agrícolas, produzindo açúcar, cerveja, cimento, além de pneus, fertilizantes, celulose, vidro e aço.
 
Fonte:www.brasilescola.com

domingo, 14 de setembro de 2014

LEITURA E INTERPRETAÇÃO

TEXTO 1





Se na primeira frase do texto, o autor se dirigisse ao público empregando o plural ("imaginem"), a forma verbal que inicia o segundo parágrafo, mantendo-se o mesmo tempo verbal, ficaria na seguinte forma:
 
(A)conseguiu
(B)conseguimos
(C)conseguiram
(D)conseguiam
 
TEXTO 2
 


A narrativa apresenta uma personagem cuja orelha cresce misteriosamente. A leitura atenta do texto nos leva a perceber um
(A)narrador observador, pois ele não participa diretamente dos fatos que acontecem com a personagem central
(B)narrador personagem, pois quem narra é o homem cuja a orelha cresceu.
(C)narrador personagem, pois ele é um médico, e não tem fala na história.
(D)narrador observador, pois quem narra é uma das personagens do texto, que observa o que está ocorrendo.
 
Texto 3
 
 












Segundo a notícia, a evolução da tecnologia tem aumentado os custos de manutenção dos carros. Essa informação é ratificada pelo quadro, que mostra que:

(A)a hora de um mecânico custa o dobro de uma consulta médica.
(B)o custo mensal com o carro é praticamente a metade do que se gasta em saúde.
(C)a revisão de um carro tem um valor muito superior ao de uma consulta com um clínico geral.
(D)os altos valores dos procedimentos mecânicos forçam o consumidor a apelar para modelos populares.

TEXTO 4











 A frase do segundo parágrafo - "Isso vai ser bom para pesquisadores..."caracteriza-se como

(A)um fato sobre os quadrinhos.
(B)uma opinião de um entrevistado.
(C)um fato sobre a Casa dos Quadrinhos.
(D)u doma opinião do autor da matéria.

TEXTO 5









 Ao parafrasear o texto A estrada, de Cormac McCarthy, o autor estabelece uma relação entre:

(A)as queimadas dos parques nacionais na realidade e na ficção.
(B)a diferença de preservação do meio ambiente real e o ficcional.
(C)as dificuldades de se viajar pelo Brasil e pelos Estados Unidos.
(D)a atmosfera poluída e pesada da clima real e da obra ficcional.

TEXTO 6



 
O texto apresenta uma organização comum às entrevistas no geral, que é distribuição da mensagem em
 
(A)gráficos e tabelas.
(B)artigos e parágrafos.
(C)itens e diagramas.
(D)perguntas e respostas.
 
TEXTO 7
 
 Acima, as imagens e textos escritos são utilizados para demonstrar um exercício de alongamento. Os recursos verbais e não verbais, nesse caso,
 
(A)são utilizados separadamente para demonstrar hábitos certos e errados.
(B)são complementares, com o intuito de auxiliar o leitor na prática do exercício.
(C)são complementares, uma vez que as imagens demonstram como se deve ler o texto.
(D)pretendem demonstrar duas formas diferentes de se praticar o exercício.
 
TEXTO 8
 
 
Observando os dados do mapa, pode-se concluir, sobre a taxa de mortalidade infantil, que os municípios com os menores índices são
 
(A)Barretos, Franca e Ribeirão Preto.
(B)Presidente Prudente, Araraquara e São José do Rio Preto.
(C)Araraquara, Barretos e Grande São Paulo.
(D)Ribeirão Preto, Taubaté e Campinas.
 
 
Fonte: Relatório Pedagógico 2013 - Saresp
 
 


 

domingo, 31 de agosto de 2014


Presente do indicativo
O modo indicativo,  é definido como o modo verbal que expressa um fato, uma certeza.

Exemplos:
João fazia bicos para ajudar nas despesas de casa.
Tenho o desejo de ajudar os mais necessitados.
O modo indicativo possui os seguintes tempos verbais: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais que perfeito, futuro do presente e futuro do pretérito.

Presente do Indicativo - exprime ações acontecidas no momento da fala.

Ex: verbos AJUDAR, COMER, PARTIR

  • Eu: ajudo, como, parto
  • Tu: ajudas, comes, partes
  • Ele/ela: ajuda, come, parte
  • Nós: ajudamos, comemos, partimos
  • Vós: ajudais, comeis, partis
  • Eles/elas: ajudam, comem, partem

Pretérito perfeito do Indicativo - Exprime ações concluídas no passado.

Ex: verbos AJUDAR, COMER, PARTIR

  • Eu: ajudei, comi, parti
  • Tu: ajudaste, comeste, partiste
  • Ele/ela: ajudou, comeu, partiu
  • Nós: ajudamos, comemos, partimos
  • Vós: ajudastes, comestes
  • Eles/elas: [tem]eram

Pretérito imperfeito - Exprime ações que dão a ideia de não estarem concluídas no passado.

Ex: verbos AJUDAR, COMER, PARTIR

  • Eu: ajudava, comia, partia
  • Tu: ajudavas, comias, partias
  • Ele/ela: ajudava, comia, partia
  • Nós: ajudávamos, comíamos, partíamos
  • Vós: ajudáveis, comíeis, partíeis
  • Eles/elas: ajudavam, comiam, partiam

Pretérito mais-que-perfeito - Exprime ações concluídas há muito tempo no passado.

Ex: verbos AJUDAR, COMER, PARTIR

  • Eu: ajudara, comera, partira
  • Tu: ajudaras, comeras, partiras
  • Ele/ela: ajudara, comera, partira
  • Nós: ajudáramos, comêramos, partíramos
  • Vós: ajudareis, comereis, partireis
  • Eles/elas: ajudaram, comeram, partiram

Futuro do pretérito - Exprime ações que iriam acontecer, mas não vão mais.

Ex: verbos AJUDAR, COMER, PARTIR

  • Eu: ajudaria, comeria, partiria
  • Tu: ajudarias, comerias, partirias
  • Ele/ela: ajudaria, comeria, partiria
  • Nós: ajudaríamos, comeríamos, partiríamos
  • Vós: ajudareis, comereis, partireis
  • Eles/elas: ajudariam, comeriam, partiriam

Futuro do presente - exprime ações que irão acontecer no futuro.

Ex: verbos AJUDAR, COMER, PARTIR

  • Eu: ajudarei, comerei, partirei
  • Tu: ajudarás, comerás, partirás
  • Ele/ela: ajudará, comerá, partirá
  • Nós: ajudaremos, comeremos, partiremos
  • Vós: ajudareis, comereis, partireis
  • Eles/elas: ajudarão, comerão, partirão
Fonte: www.infoescola.com

Para pesquisar verbos já conjugados, acesse o site: www.conjuga-me.net/verbo-comer
VERBOS

Verbos  são palavras que indicam ações, estados ou fenômenos, situando-os no tempo.

Quanto à estrutura, os verbos são compostos pelo radical (a parte invariável e que normalmente se repete), terminação (a parte que é flexionada) e a vogal temática (que caracteriza a conjugação).

(ESTUD- AR)   (ESCREV- ER)   (PART- IR)

São três as conjugações em língua portuguesa:
1ª Conjugação: verbos terminados em AR
2ª Conjugação: verbos terminados em ER
3ª Conjugação: verbos terminados em IR

Quanto à morfologia, classificam-se em:

Regulares: quando flexionam-se de acordo com o paradigma da conjugação.
ESTUDAR – eu estudo, tu estudas, ele estuda, nós estudamos...

Irregulares: quando não seguem o paradigma da conjugação.
CABER – eu caibo... MEDIR – eu meço...

Anômalos: quando sofrem modificação também no radical.
IR – eu vou... SER – eu sou...

Defectivos: quando não são conjugados em todas formas.
FALIR – não possui 1ª, 2ª e 3ª pessoa do pres. do indicativo e pres. do subjuntivo.

Abundantes: quando possuem mais de uma forma de conjugação.
ACENDIDO – ACESO, INCLUÍDO - INCLUSO

Flexionam-se em número para concordar com o sujeito/substantivo que acompanham; em pessoa; em tempo; em modo e em voz.
Quanto ao número podem ser: Singular e Plural.
Quanto à pessoa podem ser:
1ª pessoa – a que fala
2ª pessoa – com quem se fala
3ª pessoa – de quem se fala

Flexionam-se em tempo para indicar o momento em que ocorrem os fatos:
O presente é usado para fatos que ocorrem no momento em que se fala, para fatos que ocorrem no dia-a-dia, para fatos que costumam ocorrer com certa frequência.

Ele escreve para um jornal local.
Eu estudo português quase todos os dias.

Usa-se o pretérito perfeito para indicar fatos passados, observados depois de concluídos.

Ele escreveu para um jornal local sobre Aquecimento Global.
Eu estudei francês o ano passado.

Usa-se o pretérito imperfeito para indicar fatos não concluídos no momento em que se fala como também para falar de fatos que ocorriam com frequência no passado.

Ele estudava todos os dias e ainda escrevia para um jornal local.

Usa-se o pretérito mais-que-perfeito para indicar fatos passados ocorridos anteriormente a outros fatos passados.

Já escrevera muitos artigos polêmicos, quando ingressou no jornal local.

Usa-se o futuro do presente para falar de fatos ainda não ocorridos, mas que ocorrerão depois que se fala.

Ela estudará muito e será bem sucedida na profissão.

Usa-se o futuro do pretérito para indicar fatos futuros que dependem de outros fatos .

Ela trabalharia menos, se tivesse estudado mais.
Eu estudaria francês, se tivesse mais tempo.

O modo verbal indica de que forma o fato pode se realizar:
Modo Indicativo para fato certo: Eu estudo, Nós escreveremos.

Modo Subjuntivo para fato hipotético, desejo, dúvida: Se eles trabalhassem...

Modo Imperativo para ordem, pedido: Trabalhem com afinco...Sejam estudiosos...

Há ainda três formas nominais: infinitivo, gerúndio e particípio.
As vozes verbais indicam se o sujeito pratica ou recebe a ação.
Voz ativa, quando o sujeito pratica a ação: O professor elogiou o aluno.
Voz passiva, quando o sujeito recebe a ação: O aluno foi elogiado pelo professor...
Voz reflexiva, quando o sujeito pratica e recebe a ação: Dedicou-se aos estudos